Créditos: Ludmila Fernandes |
Fala um pouco sobre o seu primeiro trabalho solo chamado “Café Preto Jornal Velho”
É um disco voltado pra Blues, especificamente de Blues. Foi gravado ao vivo no Casona estúdios e tenta fazer uma referência aos disco clássicos de blues gravados na década de 50.
Que referencias você agregou da sua carreira ao disco?
Eu comecei a compor um disco especifico com essa proposta de blues cantado em Português, queria que falasse da rotina, do cotidiano daqui do Recife, pois isso é uma coisa peculiar no blues. Foi concebido a partir dessa ideia.
Porque o nome Café preto Jornal Velho?
O título do disco é uma frase bem comum do baixista Gilson Biu, então eu fiz uma interpretação e achei que caberia muito bem a ideia da gravação do disco. “Café Preto” - seria com se fosse a intenção de manter-se acordado e “Jornal velho” - é como se tivesse o tempo todo tentando reciclar as coisas anteriores.
Você trabalha com o gênero musical Blues, quais artistas que tocam blues você admira o trabalho?
Muitos, dos que se foram dos que ainda tocam. Desde os artista super clássicos de varias fases do blues, a artistas de varias regiões do Estados Unidos. De Robert Johnson até o blues elétrico com Muddy Water , Howlin Wolf, além de uns instrumentistas legais da trilogia B.B. King. Dos anos 80, Stevie Ray Vaughan. Dos mais recentes tem a coqueluche do Blues que está começando a voltar, é mais um representante negro, o blues ficou esquecido como musica negra a muito tempo. A música popular americana pra negro, já não é blues a muito tempo. Tem um cara que está começando a voltar, ele chama-se Gary Clark Jr.
Onde Você Busca inspiração para compor?
O Blues é um gênero que relata coisas do cotidiano, então é como se fosse um diário.Então eu vou escrevendo e acrescento um lirismo aqui, mas as letras tem que ser bastantes diretas. A inspiração vai de acordo ao modo de viver, se você vive intensamente, se você vive bem, se vive a vida como tem que ser vivida de maneira forte, então não vai faltar argumentos para se escrever algo.
Créditos: Nathalia Verony |
Eu toco a uns 17 anos, que vivo exclusivamente disso, eu costumo falar que vivo de Blues e por Blues. Vivo pra música, Tenho essa dadiva de fazer o que eu gosto e trabalhar o gênero que eu gosto - Blues e Rock Clássico. O Blues me foi apresentado na fase romântica que você começa a gostar do Rock N’ Roll clássico. Exemplo: Queem , Led Zeppelin, Jimi Hendrix, então fui descobrindo de onde vem as fontes das minhas referencias, por ai descobri o blues.
Como é fazer blues autoral numa cidade com raízes fortes da cultura popular e mangue Beat?
A cultura popular de fato é algo muito forte, inclusive é contemplado com muitos projetos.Mas o mangue Beat já é um reflexo disso, é uma mistura. O mangue Beat não faz cultura popular, ele tem, mas ele se tornou tão popular que revelou a cultura popular justamente pelo apelo de musica de fora. O mangue Beat é carregada de soul, Funk e então foi através disso que chegou pra gente os tambores que a partir disso renovou o interesse pela cultura popular. No Blues não é diferente, Não trabalhando especificamente com o ritmo, eles continuam sendo blues e blues rock, Mas a temática, a rotina do que é vivido aqui está totalmente vinculado as letras e no modo como é cantado, o sotaque fazendo parte de tudo.
Como surgiu a oportunidade de tocar com o multi- artista Lula Côrtes?
Eu tocava na banda má companhia, eles eram a banda de apoio do Lula na época, então eu fui tocado, você vai fazendo parte e entendendo o que é. O modo como eu escrevo é totalmente influenciado por ele. O modo como vivo também, a entrega, a intensidade é muito vinculado a ele. Não existe referencia maior pra mim em termo de lirismo do que Lula Côrtes.
Sobre o show de lançamento o que o público pode esperar?
Um show de Blues Rock, com uma performance com muito sentimento.
Confira a Musica de Rodrigo Morcego
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